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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Civilização Egípcia

O Egito foi palco do surgimento de uma das civilizações que merecem destaque na história da antiguidade. A civilização egípcia foi umas das primeiras grandes civilizações da humanidade e deixou um legado riquíssimo em todas as atividades humanas.
No Egito, ao contrário da maioria das outras civilizações da antiguidade oriental, a mulher possuía posição excêntrica, podendo ocupar altos cargos políticos e religiosos, estabelecendo relativa igualdade com o homem.


 Mas vamos falar do vestuário.

O vestuário dos egípcios restringia-se a poucas peças, basicamente saia, blusa e túnica, com leve drapeados ou pregueados em diagonal, em geral confeccionadas em tecidos brancos, leves e transparentes, de algodão ou linho.
A roupa era um divisor das classes sociais. Para as classes mais altas, a roupa era muito mais luxuosa, enquanto as menos favorecidas, muita das vezes andavam nus. Os pastores e barqueiro geralmente usavam só uma faixa na cintura com tiras penduradas na frente. As bailarinas usavam vestidos transparentes. E as criadas andavam geralmente nuas ou com apenas uma tira de couro entre as pernas.


Vestuário masculino

As roupas masculinas era basicamente um saiote curto e uma ou várias pulseiras, um anel e um gorjal. Também usavam pingentes de jade ou de cornalina suspenso a um comprido cordão. Mas ele tinha a alternativa de substituir o saiote por uma saia tufada e calçar sandálias. Alguns egípcios usavam um vestido de linho plissado, bem decotado, modelando o tronco e de estreita roda.Eles atavam sobre o vestido um cinturão largo.
O traje de gala era complementado com o uso de uma grande peruca frisada que enquadrava a cabeça. Como adereço, recorriam as jóias, colares, um gorjal, peitorais de cadeias duplas, pulseiras, braceletes nos bíceps, sandálias calçadas.
Os faraós, além do saio curto, cobriam todo o corpo com uma capa de pele de leopardo curtida, que incluía as quatro patas e a cauda do animal. As garras do felino eram usadas como presilhas. 

  
Vestuário Feminino

As mulheres egípcias usavam uma camisa muito fina e, sobre a mesma, um vestido branco, plissado e transparente como o dos homens. O vestido unia-se sobre o seio esquerdo, descobria o seio direito, abria abaixo da cintura e descia até os pés. As mangas dos vestidos eram enfeitadas com franjas e os antebraços ficavam descobertos. Os pulsos femininos exibiam pulseiras e anéis.
A peruca era objeto de uso obrigatório comum traje de cerimônia. Além da cabeça, cobria as costas e as espáduas. Na cabeça, usavam um diadema de turquesa. Sobre a cabeça era equilibrado um cone. Não se sabe qual era a sua composição, mas supõe-se que consistia numa pomada perfumada. Esse cone, de resto, não era usado apenas pelas mulheres. Os homens portavam cones semelhantes em algumas ocasiões.


Tópicos relacionados ao vestuário:

* Usavam o mínimo de roupa, devido ao clima quente e seco;
* Tecidos: linho e algodão;
* Pele e lã: pouco usados e jamais dentro de um templo;
* Cores: verde (vida e juventude), branco (felicidade), amarelo (ouro);
* Transparência;
* Plissado (Faraó, Rainha e Corte);
* Cuidavam do corpo;
* Riqueza em detalhes;
* Raspavam a cabeça e usavam perucas;
* Não usavam barbas, e quando usavam, as mesma eram falsas;
* Em festas usavam suporte de metal no queixo;
* Padrão de higiene elevado;
* Sacerdotes preparavam as maquiagens;
* Adoravam perfumes;
* Base das roupas: retângulo;
* Faraó e Sacerdotes usavam sandálias com sola feita de papiro e uma tira entre os dedos;
* Exército usava sandálias de couro;
* Classes mais baixas andavam descalços;
* Acessórios: cintos, braceletes, colares, pérolas, diademas, perucas, tornozeleiras e coroas;
* Classes altas: muito ouro, prata e cobre, com muitas pedras preciosas;
* Classes baixas: conchas, marfim e pedras;

 
              Sandálias

As sandálias, por outro lado, não eram usadas propriamente para andar, mas apenas nos momentos convenientes. O homem do povo levava suas sandálias na mão ou penduradas em um cajado, e só se calçavam quando chagava ao seu destino.
Até o faraó, às vezes, andava descalço e um dos seus criados de sua escolta carregava-lhe as sandálias. Tais calçados eram feitos de papiro transado, de couro ou até mesmo com solado e correias de ouro.


Cosméticos

No Egito a maquiagem tornou-se parte da higiene diária e toma função de requinte, assim começa então a maquiagem como ritual de beleza. A aplicação de óleos aromáticos, por exemplo, era muito comum.
As misturas de metais pesados davam o tom esverdeado para impregnar e proteger as pálpebras dos nobres. É também com a civilização egípcia que surge a distinção: "Mulher de pele clara" e "Homem de pele escura". Cleópatra bem representou o ideal de beleza daqueles tempos. Carismática e poderosa, ela imortalizou seu tratamento banhando-se em leite, cobrindo as faces com argila e maquilando seus olhos com pó de khol.
A khol tinha cor preta ou azul- escuro. Para fazê-la, recorria-se a compostos minerais. Essa pintura era largamente utilizada, tanto por homens quanto por mulheres. Cremes hidratantes eram necessários para manter a pele em bom estado no clima quente e seco do Egito. Sabemos que usavam também pintura para os lábios e bochechas.



Também vale lembrar das grandes interpretações de Cleópatra no cinema

Theda Bara (1917)
 
Claudette Colbert (1934)
  
Vivien Leigh (1945)


Elizabeth Taylor (1963)

Mônica Bellucci (2008)

Alessandra Negrini (2008)


e das bonecas Barbie inspiradas na rainha egípcia


  
Agora falando de moda atual...

A grife Der Metropol, do estilista Mario Francisco, no desfile da Casa dos Criadores, apresentou uma coleção masculina inspirada no Egito Antigo e que mescla streetwear com alfaiataria. Baseada na representação da flor de lótus, botões e rebites banhados a ouro. Cores preto, azul cinza branco e um toque de vermelho. Os tecidos são leves e estampas de penas. O destaque fica por conta das calças e bermudas, com um toque de alfaiataria. A calça cenoura (que tem o quadril maior e afunila nas pernas) são puro charme.

 



  Apreciem!!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Barbie através dos tempos

E por falar na Barbie...
            Parece que a boneca mais famosa e charmosa de todos os tempos conquistou os estilistas e são as novas tops e rainhas da moda.

                                      Barbie Dior                                                                            Barbie Versace

E por que não usar a boneca para contar a história da moda?

A idéia foi materializada na exposição “Barbie na Moda – Do Egito Antigo ao Século XXI”. Além de estar em voga agora por causa da novela “Ti-Ti-Ti” e dos famosos trabalhos de faculdade de moda. Vestir a Barbie se tornou a nova diversão dos fashionistas.
Desde que foi lançada, em 1959, Barbie incorporou com glamour e elegância as últimas tendências da moda e do comportamento, o que a transformou em uma boneca fashion e versátil. Na exposição, ela confirma essas características, assumindo personagens através de roupas reproduzidas com riqueza de detalhes. Transita com tranqüilidade da deusa grega à psicodélica dos anos 60.

No evento, a blond doll aparece em modelitos de fazer inveja a qualquer mulher de carne e osso: estilistas como Alexandre Herchcovitch e Walter Rodrigues assinam algumas das peças vestidas pela boneca, que também ostenta criações da Dior, Versace e Chanel.


 São 120 bonecas Barbie contando a história da moda, passando pelos tempos egípcios, grego, medieval, renascentista, barroco, rebelde, contemporâneo e neoluxuoso. Nessa história toda, não se assuste ao se deparar com uma Barbie Cleópatra, Afrodite, Guinevere, Julieta ou Maria Antonieta.
            Ken, o namorado de Barbie, também participa da exposição, incorporando ícones como Elvis Presley ou formando casal, como em Romeu e Julieta. Além dos bonecos, a mostra reúne 20 imagens produzidas pelo fotógrafo e curador Ricardo Schetty.

                      Elvis Presley (Rebeldes 1950)                                         James Jean (Rebeldes 1950)

Clássicos – séculos I aC
Cleópatra, a fascinante rainha do Egito, é apresentada com um magnífico vestido dourado que reflete o status de absoluto poder e identidade com a deusa Ísis. Barbie também incorpora as deusas gregas Afrodite, Athena e Flora, com suas túnicas gregas de tecidos leves.

Medieval - séculos XI a XIV
Barbie e Ken personificam Gunevére & Rei Arthur o casal apaixonado das lendas de Camelot. Ela de longo vestido azul bordado com fios de ouro.

Renascentistas séculos XV e XVI
Incorporando outro casal, Ken e Barbie surgem como Romeu e Julieta, do clássico romance de Sheakespeare, capturando toda a riqueza dos costumes renascentistas. Já a dama misteriosa comparece ao baile de máscaras de Veneza, trajando um vestido com enorme gola Médici e mangas bufantes que revelam a sua nobre origem.

Barrocas – séculos XVIII
Barbie é Maria Antonieta, com um extravagante vestido com dobras, laços e rendas, próprios do estilo rococó. O colar de diamantes desencadeou a revolução francesa.

Vitorianas – século XIX
Barbie vestida para o chá da tarde, férias e até como Scarlett O´Hara antes e durante a guerra civil americana, quando arranca cortina para produzir o opulento traje de veludo. Ken, à imagem e semelhança de Clark Gable, é Rhett Butler.

Platinadas e Hollywoodianas – anos 30 e anos 40
Barbie incorpora as divas pratinadas e ruivas fatais da meca do cinema.

Modernas e Transgressoras– anos 60 e anos 70
Mini-saia, cores berrantes, roupas sintéticas, desenhos geométricos marcaram os transformadores anos 60. Na década seguinte, as calças boca-de-sino, a geração paz e amor e a moda de ícones como Diana Ross e Cher.

Contemporânea – anos 90
Aqui, Barbie vira modelo de estilistas famosos como Armani, Calvin Klein, Versace e os brasileiros Alexandre Herchcovitch, Lino Villaventura.

                                           Rei Arthur e Guinevere (Medievais - Séc. XI ao XIV)

                                                                Legolas e Galadriel (Medievais - Séc. XI ao XIV)

                               Barrocas Séc. XVIII                                              Rainha Elizabeth (Renascentistas)

             My Fair Lady (Damas Estlo 1900-1910)                              Breakfast at Tiffany's (Glamourosas 1950)

                        Lisette (Neoluxuosas)                                               Oscar De La Renta (Poderosas - Estilo 1980)

                        Givenchy (Glamourosas 1950)                                       Calvin Klein (Contemporâneas)

 
                                                      Armani                                          Alexandre Herchcovitch

 
                               Walter Rodrigues                               Lino Villaventura

Essas são apenas algumas das minhas favoritas Barbie da exposição. Outras fotos podem ser vistas aqui.  
Divirtam-se!!